quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pensamentos persistentes.

Insisto para que ele suma, vá embora. Mas ele persiste em voltar, como se estivesse me mostrando alguma coisa. Não é aprovado por minha razão que este insista em ficar atrás de mim. A lógica diz que não, mas minha mente se vê inundada por ele, e quase que afogando sou obrigada a afugentá-lo correndo, com medo de mim mesma, medo de perder a respiração ou abrir o coração.
Mas se deixá-lo escapar, irei me arrepender? Se este pensamento recorrente, for em suma, a minha salavação? Se deste pensamento depende meu futuro? Porque não posso ouvi-lo? Porque não consigo pensar num futuro ao lado dele? Tão pouco consigo pensar em um futuro sem ele. Mas imaginação corre longe, corre com a velocidade de um jato, e quando menos espero, lá estou com ele de novo. Sempre no futuro, nunca no presente. No futuro ele é como presente. No presente ele me remete ao passado. Passado que não aconteceu, que poderia até ter acontecido, mas foi interrompido por mais um dos presentes da vida. Nessa confusão de tempo, pensamento e muitos poucos fatos, meu coração se desenrola, se desmancha e se parte. Chora.

3 comentários:

  1. Bia ,

    Nao sabia que vc era chick assim !
    Adorei o texto , apesar da tristeza !

    Parabéns , continue brilhando que eu volto sempre , ta ?

    Te amo

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  2. Texto perfeito!
    E me identifiquei horrores com ele!
    Não sei se os pensamentos são os mesmos que eu tenho tido ou se são direcionados para uma outra parte, mas ele expressa EXATAMENTE o que eu quis dizer com meu último post no blog!

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  3. O último post antes do "Para Ana Vitória" hehehehehehehe

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