quinta-feira, 30 de julho de 2009

O peso de uma palavra

Foi bem dita. Senti prazer ao pronunciar cada letra. Meu amor gostou de ouvi-la. Ela saiu da minha boca como vento. Não foi pensada, não foi planejada. Cometi o impensável. Eu disse. Ele ouviu. Balbuciou de volta pra mim, no pé do meu ouvido. Ao ouvi-la de volta, transcendi. Cheguei ao apse. Sorri, celebrei. Momentaneamente parei. Respirei. Ele olhou. Não entendeu. Foi então que uma lágrima escorreu. Ele ainda estava dentro de mim. Eu disse. Ele questionou. Não entendi. Chorei. Doeu, depois do prazer veio a dor. Não achei que seria capaz. Não pensei que me levaria ao topo e depois ao poço. Perdi. Ele entendeu. Ele não ganhou o merecido, era justo que devolvesse a ele o que ele me proporcinou. Mas chorei. Parei. Ele dormiu. Eu fiquei.

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